Atualizado em 27 de setembro de 2026: as previsões deste guia ficaram bem abaixo da realidade. O Índice de Preços da Habitação do INE, o indicador oficial, subiu 17,8% em termos homólogos no 1º trimestre de 2026 e 16,5% no 2º trimestre, ambos acima até da previsão mais otimista citada abaixo, os 11,7% do BPI Research para o ano inteiro. Ou seja, o mercado já tinha entregado, em apenas seis meses, mais valorização do que qualquer analista esperava para os doze meses de 2026. A avaliação bancária média, que este guia registrava em €2.174/m² em abril, bateu novo recorde em julho (€2.240/m², +15,2% em um ano) e de novo em agosto (€2.254/m², +14,7%), sinal de que a subida perde ritmo aos poucos mas continua muito acima do que qualquer previsão do texto abaixo antecipava. Os imóveis existentes seguem subindo mais que os novos, 18,0% contra 12,3% no 2º trimestre, repetindo o padrão do 1º trimestre. A exceção regional são o Algarve e a Região Autónoma da Madeira, as únicas regiões onde o valor das transações deixou de crescer na comparação homóloga no 2º trimestre; em todo o resto do país, incluindo a região de Lisboa, a valorização continuou. Use os números de 2026 acima como o cenário confirmado, não as previsões de junho abaixo.
O que os números de 2026 já mostram
O valor médio de avaliação bancária de imóveis residenciais atingiu 2.174 euros por metro quadrado em abril de 2026, uma alta de 16,5% em relação ao mesmo mês de 2025. Esse valor de avaliação bancária é o que os bancos portugueses usam como referência para calcular o quanto financiam, então a subida também pressiona a entrada que você precisa ter em mãos.
Já os preços de venda subiram 17,8% na comparação anual no primeiro trimestre de 2026, segundo os dados mais recentes disponíveis. É um ritmo de valorização forte, consistente com o que o mercado português vem mostrando desde 2024.
Existentes vs. novos: onde a alta é mais forte
A subida não é uniforme entre imóveis existentes e novos. No primeiro trimestre de 2026, os imóveis existentes subiram 19,7% na comparação anual, enquanto os imóveis novos subiram 12,6%. Isso sugere que a pressão de preço está mais concentrada no estoque já construído, possivelmente refletindo a limitação de terrenos e licenças para novos empreendimentos nas áreas mais procuradas.
Na prática, isso significa que comparar um imóvel usado com um novo empreendimento pode distorcer sua percepção de valorização se você não separar as duas categorias.
As previsões para o resto de 2026
As projeções para o ano variam de forma significativa entre analistas, o que já diz algo sobre o nível de incerteza. O BPI Research revisou sua previsão para cima, chegando a 11,7% de crescimento para o ano. Outros analistas do mercado trabalham com uma faixa mais moderada, entre 5% e 9%. Já os dados do INE, o Instituto Nacional de Estatística, apontam para algo em torno de 8% de crescimento, com os centros urbanos e as regiões costeiras liderando a valorização.
O ponto importante aqui não é escolher qual número está certo, é reconhecer que todas as previsões, mesmo as mais conservadoras, ainda apontam para uma valorização considerável, não para uma estabilização de preços.
O que isso muda no seu planejamento de compra
Com avaliações bancárias subindo mais rápido que a inflação salarial média, o intervalo entre decidir comprar e efetivamente ter a viabilidade de financiamento aprovada importa mais do que em anos de mercado estável. Vale simular seu orçamento já considerando alguma valorização adicional entre a proposta e a escritura, e priorizar ter a análise de viabilidade pronta antes de sair procurando, para não perder um imóvel por atraso na preparação financeira.
Checklist prático
- Avaliação bancária média: €2.174/m² em abril de 2026, +16,5% ao ano.
- Preços de venda subiram 17,8% no 1º trimestre de 2026.
- Imóveis existentes (+19,7%) subiram mais que os novos (+12,6%).
- Previsões para o ano variam de 5% a 11,7%, todas apontando alta.
- Centros urbanos e regiões costeiras lideram a valorização.
- Prepare a viabilidade de financiamento antes de começar a procurar.
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Este guia é informação geral, não é assessoria financeira, jurídica, tributária, migratória ou cambial personalizada. A disponibilidade de um financiamento está sujeita a análise, avaliação do imóvel e critérios do banco.
